Educação financeira para crianças



Durante uma aula de matemática financeira, aplicada para alunos do 2º ano, um deles pediu a palavra (com o braço estendido) e afirmou: “O dinheiro é para ser colocado no banco, e depois render para ser tirado. Meu avô coloca um dinheiro no banco para quando eu crescer”.

A partir daquela informação, várias perguntas sobre futuro, carros, profissão, compras, poupança, etc., surgiram, propiciando um momento de muita conversa, integração, respeito e aprendizado. A aula teve continuidade através de uma conversa sobre consumo, o que precisamos para viver, e o bate papo quase não tem fim.


É claro que uma criança de 7/8 anos não vai entender sobre o sistema financeiro, mas antes dessa idade ela precisa conhecer a moeda, saber que nem todos os países utilizam o “mesmo dinheiro”, entender que as coisas que compramos tem valores e importância diferentes, e que nem tudo pode ser comprado no momento do “desejo”.

Ajude a criança a perceber que um gibi pode ser comprado no mesmo dia (curto prazo), uns óculos 3D poderão ser comprados depois de uns meses, quando ele juntar a mesada (médio prazo) e um Drone Mavic Pro, por exemplo, precisará esperar um pouco mais (longo prazo). "O mais importante aqui é desenvolver a lógica do planejamento financeiro com os meninos", orienta Carlos Mathias, professor do Departamento de Matemática Aplicada da Universidade Federal Fluminense (UFF).


Quando educamos uma criança financeiramente, quando conversamos sobre as contas da casa, o investimento em uma viagem, estamos capacitando-a para fazer o melhor uso do dinheiro, e isso é um treino, é a valorização do trabalho e consequentemente das pessoas que o exercem. Nesse sentido a mesada deve ser proporcional à capacidade econômica de cada família, e pode atuar como um importante instrumento, desde que seja dada com controle, respeitando o momento de desenvolvimento da criança. Os pais podem começar a dar um valor semanal entre os 6-8 anos, partir para um quinzenal entre os 9-11 anos, e depois disso mensal. Fundamental mesmo é ter a certeza de que para as crianças a mesada deve ser um instrumento de educação financeira, que por si só não ensina nada. Junto com o dinheiro, os pais tem que dar orientação, além de aproveitarem o momento com os pequenos!

Fontes: Revista Pais e Filhos-edição de Setembro 2016, matéria Uol Economia, livro infantil “O Consumo”- Autora Cristina Von

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