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Os limites preparam a criança para o futuro

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A superproteção dos pais, mesmo acontecendo de forma inconsciente, é um dos motivos pelos quais as crianças estão crescendo sem limites para o seu comportamento. É verdade que são de uma geração questionadora e inquieta, e que nossa ausência nos torna reféns da culpa, e que, portanto, damos “mole” aos pequenos, deixando que decidam muita coisa da vidinha deles, coisas que deveriam ser definidas por nós, pais. Mas a verdade é que estamos prejudicando-os, é que estamos tornando-os frágeis diante do mundo, um mundo no qual não estaremos com eles para sempre. 

 

Uma geração que, aos três anos de idade, quer decidir a roupa com a qual vai para a festa de aniversário, que pede duas opções de suco no lanche para escolher, que chama os pais de “ridículos” e diz “eca” para diversas comidas quando estão à mesa, não está preparada para sofrer os “nãos” que a vida dará. Ou seja, na tentativa de amá-los e protegê-los incondicionalmente, nós colocamos nossos filhos em risco. Por quê? Porque crescerão se sentindo incapazes. Não parece, mas crianças sem limites se tornam limitadas. Serão incapazes de resolver algo sozinha, terão medo de se indispor em situações simples, de levar um não qualquer, de fazer uma solicitação na faculdade, no trabalho, de marcar um médico, de fazer um pagamento em uma loja... Dá para imaginar um jovem crescendo assim na realidade de hoje?  Crescer achando que tem os pais para resolver todos os problemas é muito perigoso, é sinônimo do desenvolvimento de uma personalidade fraca, que não viveu experiências suficientes para se aceitar, com seus erros e acertos, para se lançar ao mundo, para empreender. A proteção saudável é aquela na qual o amor não está acima da educação. É aquela na qual o amor diz sim e não, explicando o porquê. A proteção dos pais tem que ser suficiente para gerar segurança na criança, mas ao mesmo tempo com autonomia e limites. 


Os limites são os precursores de diversas habilidades comportamentais essenciais ao futuro. Aqueles que sentirem dificuldade para estabelecerem limites para seu filho, independentemente da razão, precisam saber que as crianças pedem estes limites cada vez que tiram os pais do sério, é um pedido de ajuda, de autoconhecimento. Sem limites os pequenos não se preparam para o mundo, porque, a cada frustração que receberem, se sentirão humilhados e reagirão com atitude de derrota e não de aprendizado. São as frustrações da infância que ajudarão o adolescente e adulto de amanhã a conseguirem se autorregular em um momento de raiva, tristeza ou forte emoção, em vez de se desestruturar.   Esperar pelas coisas, pensar no outro (empatia), respeitar normas e regras sociais, são habilidades comportamentais que se desenvolvem na infância. São o “não” e a frustração que desenvolvem a inteligência emocional, fundamental para as relações sociais, familiares e profissionais de qualquer pessoa. 


Assim, se não deseja que seu filho passe por todos esses problemas na vida adulta, se deseja dar amor e segurança para o futuro, um futuro no qual não estará ao seu lado o tempo todo, passe a dar limites, a mostrar que a opinião dele tem importância, mas que quem manda e sabe o que é bom para as crianças são os pais. Façam isso com o coração tranquilo. Ouvirão birras, choros, atitudes de desdém, de desamor, ameaças... Não tem problema, amanhã agradecerão. Façam com a certeza de que limite é amor, é segurança, é a maior possibilidade da segurança e equilíbrio no futuro.
 

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