Inclusão pra quê?*


É praxe usar a frase de que todos somos diferentes: uns são mais altos, outros mais baixos, temos tons de pele diferentes, cabelos diferentes, uns usam óculos, uns são mais calmos, outros mais agitados etc. Ou seja, cada um de nós temos características específicas, mas, quando essas diferenças são acentuadas por algumas dificuldades as coisas passam a ser mais complexas. Mas, não podemos nos esquecer de um grande detalhe que nos faz iguais, ou pelos menos deveria nos fazer iguais, somos todos humanos, sentimos, nos alegramos, nos entristecemos, nascemos, vivemos e morremos. E quanto mais nos tornamos conscientes de nossa finitude, mais deveríamos respeitar o que cada um é, e procurar aprender com as diferenças.


Na nossa escola, recebemos crianças com características diferentes e isso se torna, quase sempre, um momento cheio de curiosidade por parte das crianças que já estão na escola. Logo elas se aproximam, convidam para brincar, tentam entender o que acontece com os novos colegas e então vem a pergunta: - Tia, fulano é especial?. Respondemos sempre que todos, para nós, são especiais e que vamos descobrir juntos se aqueles amigos necessitam de alguma ajuda da nossa parte, para desenvolver melhor suas habilidades e em que eles também vão poder nos ajudar. E é com essa curiosidade peculiar de toda criança que vão à busca de conhecer melhor o novo amigo. Gradativamente vão descobrindo se o amigo gosta das mesmas brincadeiras que eles, se gosta de desenhar, de abraçar, se consegue conversar...


Percebemos a cada dia a importância e o desenvolvimento da convivência entre essas crianças, que a princípio parecem tão diferentes, mas que em sua base são todas iguais, pois são crianças, e que de uma forma muito tranquila, aprendem a noção de cooperação e responsabilidade com o outro. Desenvolvem o respeito e uma visão de mundo bem mais ampla do que quem não tem essa mesma oportunidade.


A tolerância e o afeto são notórios, as crianças se comprometem e ajudam no desenvolvimento socioafetivo de crianças com alguma atipia e se tornam indivíduos que fazem a diferença na vida das pessoas de uma maneira geral, pois trazem consigo um olhar diferenciado para situações que normalmente assustariam outras crianças, e adultos também, que acham muito bonitinha a inclusão, desde que essa não esteja na sala dos filhos.

Mas, as crianças, ah essas acabam se tornando pessoas mais seguras, pois medos simples costumam ser superados e os preconceitos são vencidos através de uma experiência de uma riqueza socioafetiva sem igual que perdurará por toda a vida.





Por: *Rita Simone Amado

Psicóloga Clínica e Escolar

Psicopedagoga. Especialista em Desenvolvimento da Aprendizagem e em Ed. infantil.

Neuropsicopedagoga.

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